Waldemar Borges morre no Recife aos 67 anos; deputado estadual era marido da ministra Luciana Santos
Deputado estadual Waldemar Borges morre no Recife aos 67 anos O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) morreu, neste sábado (4), no Recife, aos 67 anos, em de...
Deputado estadual Waldemar Borges morre no Recife aos 67 anos O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) morreu, neste sábado (4), no Recife, aos 67 anos, em decorrência de um câncer (veja vídeo acima). Ele era marido da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos, que confirmou a morte, em nota. O governo de Pernambuco decretou luto oficial de três dias em reconhecimento à dedicação do parlamentar ao estado (confira notas de pesar mais abaixo). Eleito pela primeira vez em 2011, Waldemar Borges foi reeleito por mais três mandatos consecutivos (relembre a trajetória política dele mais abaixo). Conhecido como Wal por familiares e amigos, ele estava de licença de seis meses para tratamento da doença, e o suplente, Cayo Albino (PSB), vinha exercendo o mandato na Alepe desde junho. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Desde o início de julho, Waldemar estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial Star, no Recife. O velório acontece no domingo (5), das 8h às 13h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, no Centro da cidade. O enterro ocorre em seguida, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. O parlamentar deixou três filhos: Waldemar, Mariana e Luan. Em nota, eles e Luciana Santos expressaram "profunda dor e saudade", além de afirmar que: ele era " uma das figuras mais íntegras, coerentes e dedicadas da história política recente de Pernambuco"; deixou "uma lacuna irreparável na vida pública e, acima de tudo, no seio" da família; "dedicou toda a sua vida a uma trajetória marcada pela coerência, correção, firmeza, compromisso social e, acima de tudo, por uma imensa capacidade de diálogo"; "seus quase 40 anos de trajetória pública, dos quais 32 exercendo mandatos conferidos pelo povo, foram desempenhados com reconhecida decência"; isso o consolidou como "um dos melhores representantes da boa política — aquela elevada, transformadora e voltada para a coletividade. A política como ela deve ser"; Waldemar foi um "homem público exemplar, [...] marido e pai amoroso, cuja generosidade e retidão continuam a ser o nosso orgulho e o nosso maior norte"; "sua história e seu legado permanecem vivos em nossos corações e como um farol para as próximas gerações". Deputado estadual Waldemar Borges (PSB) Reprodução/WhatsApp Trajetória política Nascido em 10 de julho de 1958, Waldemar Borges iniciou a vida política na reorganização da juventude partidária e foi eleito vereador da capital pernambucana por quatro mandatos consecutivos: em 1988, 1992, 1996 e 2000. Entre 2003 e 2004, ele também presidiu a Câmara Municipal do Recife. Antes de chegar ao primeiro mandato, Waldemar Borges ocupou cargos no governo estadual. Foi diretor de Pesquisa e Ação Social da Secretaria de Trabalho e Ação Social de Pernambuco e secretário-adjunto de Trabalho em 1986, no governo de Miguel Arraes. Confira outros destaques da trajetória política de Waldemar Borges: Após ser eleito vereador, participou da Constituinte Municipal de 1990, com atuação voltada à ampliação de instrumentos de participação e controle social na gestão pública; Em 1995, voltou a integrar a gestão de Miguel Arraes como secretário de Projetos Especiais; Em 2001, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da prefeitura do Recife; Em 2005, presidiu a Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel); No governo de Eduardo Campos, foi secretário de Articulação Social entre 2007 e 2010, coordenando a Câmara de Prevenção Social do Pacto pela Vida e o Conselho Estadual de Desenvolvimento Social; Em 16 anos na Alepe, foi líder dos governos Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, além de presidir comissões de Educação e Cultura, Constituição, Administração Pública, Legislação e Justiça. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Deputado estadual Waldemar Borges e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Luciana Santos Reprodução/Instagram Luto e pesar Além de decretar luto oficial de três dias no estado, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), lamentou a morte do deputado e disse que recebeu a notícia com pesar. Em nota, ela ressaltou que foram colegas na Alepe e tiveram um convívio marcado pelo respeito e amor a Pernambuco. "Que Deus console o coração da sua esposa, a ministra Luciana Santos, seus filhos, inúmeros amigos, seu time e todos os pernambucanos que lamentam sua partida", afirmou Raquel Lyra. Presidente nacional do PSB, João Campos contou que recebeu "com enorme tristeza a notícia do falecimento do amigo" e que teve "a oportunidade de conhecer seu caráter, sua generosidade, sua lealdade e seu profundo compromisso com Pernambuco". O ex-prefeito do Recife também declarou que "Waldemar foi um homem público que honrou a política com seriedade, ética e espírito público". Em nota, disse, ainda, que Waldemar "enxergou seus mandatos como instrumento para melhorar a vida das pessoas, especialmente das que mais precisavam", deixando um "exemplo de dedicação, coerência e compromisso que seguirá inspirando todos aqueles que acreditam na boa política". Além de transmitir solidariedade à família, desejou que "as lembranças, os ensinamentos e o legado de Waldemar sejam fonte de conforto e esperança para todos que tiveram o privilégio de conviver com ele". O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, disse que Waldemar foi um "homem público com uma trajetória de compromisso com Pernambuco" e teve "uma vida marcada pela dedicação, seriedade e respeito ao diálogo democrático, deixando uma contribuição inestimável para a política". O deputado estadual também afirmou que Waldemar "fará falta por muitas razões, entre elas seu trato sempre amistoso, seu trabalho propositivo em favor do povo pernambucano e sua reconhecida capacidade de diálogo, atributos tão necessários em tempos de tanta dissonância na política". Além disso, contou que o "PSB chora essa grande perda e se solidariza com os familiares, amigos, correligionários e todos os pernambucanos e pernambucanas impactados pelo legado de Waldemar". Em nota assinada pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto, a Assembleia decretou luto oficial de cinco dias e afirmou que tanto a instituição quanto Pernambuco perderam "um deputado cuja trajetória foi marcada pela decência, gentileza, disponibilidade para o diálogo e defesa coerente e sempre muito bem fundamentada das suas convicções". Também afirmou que Waldemar "deixa saudade, mas também um legado de comprometimento com a vida pública". Ainda no texto, declarou que "Waldemar deixa também uma lacuna no coração de quem conviveu com ele e pode desfrutar da sua cordialidade e boa prosa e ouvir dele opiniões e análises invariavelmente equilibradas sobre temas relacionados à Assembleia, a Pernambuco e ao país". Ao fim, disse que a "Alepe está órfã e de luto pela partida de um dos seus mais brilhantes integrantes", além de externar sentimentos e solidariedade à família do deputado. Além de decretar luto de três dias, a Câmara Municipal do Recife afirmou que, nos cinco mandatos como vereador, Waldemar "deixou marcas profundas na cidade, sendo reconhecido pela coerência e compromisso com o trabalho parlamentar". A Casa de José Mariano também prestou "condolências à família e aos inúmeros amigos, neste momento de pesar e profunda dor". O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) declarou que a partida de Waldemar "é uma grande perda para as causas populares e para a política feita com diálogo e responsabilidade". Além disso, expressou solidariedade à família do deputado estadual. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias